Amanda

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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Silêncio

Acordar e não ouvir nada,
Dez passos,
Vinte passos,
O som da janela se abrindo.

Ouvir a água fervendo,
olhar para a parede,
puxar o ar, soltar o ar.
Um suspiro profundo.

Aí, uma porta bate,
Um cachorro late,
E o relógio grita sem dizer nada.
Correr, preciso correr.

Abro um livro,
Sons aparecem,
Lá fora não há ninguém,
Aqui dentro escuto músicas, converso...

Minha história se repete,
Os passos, a janela, o relógio.
Minha história nunca é igual,
Romances, aventuras, fantasia.

Tristeza?
Não, há tanta beleza
Em não ouvir nada,
e finalmente ouvir o mundo.

Dificuldades para enviar comentários

Olá amigos,

Nesses últimos dias recebi algumas queixas de pessoas que tentaram comentar as poesias e não conseguiram. Não sei ao certo o que está acontecendo, se alguém souber e puder me orientar será maravilhoso, não sou uma profunda conhecedora de internet. Vou tentar encontrar uma solução o mais rápido possível.

De qualquer maneira, quem quiser me enviar e-mails (amandamiorim@gmail.com) eu lerei e se a pessoa quiser eu posto.

Muito obrigada pelo apoio.
Abraços

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A janela

Olhou pro vento e disse:
Vem vento, vem.
O vento a balançou
Sacudiu a poeira,
transformou a cortina
Numa saia que gira.

Olhou para o sol,
Não disse nada
Apenas sentiu seu calor,
Iluminando tudo.

Quando o passarinho se aproximou
Ela falou: Bom dia amigo!
Ele apoio nela,
Sentiu o vento,
Sentiu o sol,
Cantou, alegrando o quarto.

Penas, marimbondos, maritacas,
Abelinhas, chuva, frio,
Lua, vaga-lume, lagartixa.
A janela se abre,
O mundo entra.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O Vento

O Vento vibrou
Ao ver voando
Vírgulas e mais vírgulas
Que vislumbravam uma viagem.

As vírgulas voltavam
perguntando ao vento,
Você vem?
Você não vem?

O vento vacilou,
Valerá a pena ser valente?
Ser valente só para variar?
Vixi!

As vírgulas vagaram,
Encontraram vaga-lumes,
Voltaram ao local de costume.
Presas no varal das frases.

O vento ficou de vigília,
viu o video da vida voar,
Queria ser vigoroso...
Ufa! O vento voltou a ventar.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

O Galo cantor

O galo cantor subiu no telhado
Andou de lado à lado,
Será que ele é bom namorado?

O galo cantor é bonito, bonito,
Ele brilha, se empina,
Ele não se intimida.

O galo cantor deve ser valente,
Estufa o peito
E até bota medo na gente.

O galo cantor canta,
Não sei se isso é bom ou ruim,
Sei que as vezes eu me canso.

O galo cantor mora no meu quintal,
Não sei se ele é triste ou feliz
Só sei que deixa meu sono por um triz.


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O Asno de Ouro

Olá,

Nessa semana fiz um trabalho para a pós-graduação sobre o livro O Asno de Ouro, é uma narrativa que foi escrita por Apuleio em latim. Muitos estudiosos consideram esse texto um dos primeiros romances (que influenciam o gênero até hoje) que se tem conhecimento (junto com seu contemporâneo Satyricon).
Foi muito bom estudar um pouco dessa narrativa, nela encontramos várias referências sobre a mitologia greco-romana, além de umas pitadas de mitologia egípcia..
O protagonista Lucio, um homem bastante distinto, porém muito curioso, transforma-se em Asno depois de se envolver nos mistérios da magia. Como Asno ele acaba conhecendo uma série de personagens e histórias interessantes e as narra em seu livro de memórias. Lucio (Apuleio) é um grande contador de histórias, o ritmo de sua narrativa é fluente e alguns trechos se tornaram referência na literatura, como o trecho em que ele conta a história de Cupido Psiquê - a união do deus do Amor com a alma.

Quem tiver a oportunidade de ler vale a pena.

Abraços,
Amanda